Ainda mais depois da pandemia do COVID-19, os planos de saúde têm se tornado rotina na vida de milhares de brasileiros. Em 2020, entraram nesse sistema mais de 560.000 novos usuários.

No entanto, ainda resta a dúvida se vale a pena contratar um plano de saúde, afinal, mais uma mensalidade chegou e você não se lembra a última vez que precisou de ir ao médico. São nessas horas que refletimos sobre a real necessidade de um plano de saúde.

Desse modo, iremos te ajudar a clarear a mente em relação às vantagens e desvantagens que o plano de saúde tem em relação ao atendimento particular. Continue a leitura!

Plano de saúde versus Consulta particular

Para entender qual é a melhor escolha, precisamos conhecer as características e principais diferenças entre o plano de saúde e o atendimento particular.

Em relação ao plano de saúde, o beneficiário tem o direito a uma cobertura parcial ou completa no atendimento médico, tais como tratamentos, consultas, exames e cirurgias. No entanto, o tipo de cobertura irá variar de acordo com a modalidade que foi contratada (para ver o que o seu plano deve cobrir, clique aqui).

Além disso, será necessário que você pague uma mensalidade, sendo que em alguns casos ainda é preciso pagar uma taxa de coparticipação (entenda aqui como funciona um plano com coparticipação).

Já no atendimento particular, apesar de não precisar pagar uma mensalidade, é preciso que haja planejamento financeiro prévio, para quando ocorrer algum imprevisto você consiga arcar com as despesas médicas. E isso pode ser sinônimo, na maioria das vezes, de alto custo. Caso não tenha uma reserva de emergência, a única opção será recorrer ao atendimento público.

Pagar mensalidade ou investir?

Nesse contexto, muitas pessoas se questionam em relação às vantagens dos planos de saúde. Talvez, não seria mais vantajoso fazer uma aplicação da quantia que seria gasta nas mensalidades em um investimento de liquidez diária?

Na teoria, isso poderia ser mais econômico, porém, não podemos deixar de levar em consideração os valores dos procedimentos médicos. Eles podem acabar esgotando rapidamente as suas reservas e, no fim das contas, você acaba gastando mais do que se tivesse pagando as mensalidades do plano de saúde.

Principalmente em relação às emergências mais graves, que envolvem internação, cirurgias e medicamentos, as quais podem custar milhares de reais. Sendo assim, mesmo com uma reserva de emergência, pode ser que você tenha que recorrer ao SUS, que, apesar de ser um dos melhores serviços de saúde pública do mundo, ele não consegue atender toda a demanda e ainda é precário em alguns aspectos.

Desse modo, contratar um plano de saúde pode acabar sendo mais barato no longo prazo do que se investisse o dinheiro.

Importância da precaução

É muito fácil questionar a utilidade do plano de saúde quando não está doente. Mas, sabemos que as coisas podem mudar de repente. São nessas horas, ao lidar com uma urgência ou emergência, que podemos perceber a necessidade de um plano de saúde.

É por esse motivo que “é melhor prevenir do que remediar”. Um plano de saúde permite você se sentir seguro nos piores momentos. Por mais que seja uma despesa e, muitas vezes, acaba comprometendo boa parte da renda mensal, é um gasto que protege um dos seus bens mais preciosos: sua saúde.

A saúde é uma caixinha de surpresas

O plano de saúde é como um seguro de um automóvel: você contrata para se proteger das adversidades. Ao pensar apenas na mensalidade, o valor pode acabar sendo muito alto, ainda mais se você não usa muito. Porém, analisando tudo o que o plano de saúde oferece, podemos perceber que, no fim das contas, não é tão caro.

Por exemplo, vamos supor que você precisa realizar uma consulta no endocrinologista porque está com suspeita de câncer de mama. Além da consulta que pode custar cerca de R$200, você ainda vai precisar pagar uma bateria de exames, os quais provavelmente vão custar mais ou menos R$20 a R$300 cada um.

Ainda, uma diária na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) pode chegar a R$2 mil e, segundo um estudo, o tratamento de câncer de mama custa R$ 11,3 mil no primeiro estágio, passando para R$ 55 mil no terceiro estágio. Você consegue se imaginar pagando essas despesas?

Claro que ninguém pensa que um dia possa precisar desse tipo de tratamento, mas nunca se sabe o dia de amanhã. Por mais hábitos saudáveis que você tenha, sempre aparecem novos vírus e doenças que podem acabar nos surpreendendo. O COVID-19 que está aí para não nos deixar mentir. Desse modo, sem o plano de saúde, ou você paga todos os custos ou recorre ao SUS. Mas, lembre-se que a espera por alguns serviços pode não ser uma opção para algumas pessoas.

Busque alternativas mais baratas

Sendo assim, levando em conta todos esses pontos, financeiramente o plano de saúde vale mais a pena que o médico particular. Afinal, qualquer doença mais grave pode esgotar todas as suas reservas e, muitas vezes, te endividar.

Porém, existem alternativas que acabam reduzindo os custos da mensalidade. Como por exemplo, algumas empresas oferecem plano de saúde sem custo ou com desconto. Além disso, há muitos planos com excelente custo-benefício, basta pesquisar que você certamente encontrará um plano de saúde de acordo com o seu perfil e sua realidade.

Ao mesmo tempo, existem empresas que oferecem serviços particulares com o preço mais baixo do que o habitual, como o Doutor123, Consulta do Bem e o VidaClass, que permitem localizar médicos que cobram de R$ 60 a R$ 220 por consulta, e as clínicas populares, como a Cia da Consulta e Labi Exames em São Paulo, cujos preços em geral variam entre R$ 50 e R$ 150.

Assim, com estruturas mais simples e menos investimento em hotelaria, elas conseguem atingir uma parte da população que não tem condições de pagar a mensalidade de um plano de saúde ou um atendimento particular, mas deseja continuar sendo atendido por instituições privadas.

 

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