Um dos procedimentos que mais causam dúvidas em relação se o plano de saúde cobre ou não é a cirurgia bariátrica. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é um problema de saúde que tem atingido a grande maioria da população.

 

No Brasil, cerca de 50% dos adultos e 15% das crianças estão acima do peso e com grandes chances desse número crescer mais a cada ano.

Por isso, um dos tratamentos para essa doença é a cirurgia de redução de estômago, mas será que é possível conseguir cobertura de 100% das despesas que envolvem este procedimento? É exatamente para tirar todas as suas dúvidas sobre realizar a bariátrica através do plano que estamos aqui. Confira aqui!

O que é a cirurgia de redução de estômago?

Também conhecida como gastroplastia ou cirurgia bariátrica, a redução de estômago é um procedimento indicado para pessoas com obesidade mórbida de modo a promover uma redução do peso, quando outros tratamentos não tiveram resultados positivos.

No entanto, mesmo com a cirurgia o paciente deverá seguir uma dieta e praticar exercícios físicos, pois isso ajudará a perder o peso, além de melhorar o funcionamento do intestino e demais órgãos.

Existem diferentes métodos para realizar a redução de estômago, o qual será definido pelo médico especialista que irá avaliar cada caso separadamente.

Tipos de cirurgia bariátrica

Colocação de banda gástrica

Utilizando um dispositivo de silicone em forma de anel em volta do estômago, ocorre uma obstrução deste órgão e, consequentemente, há uma menor ingestão dos alimentos sólidos. Com isso, a alimentação fica mais lenta e em menor volume, além de promover uma saciedade mais rápida.

Essa é a opção menos invasiva dentre as cirurgias bariátricas, causando menos impactos na saúde e, após a perda de peso, o anel pode ser retirado. Mas é preciso que o paciente tenha passado por um processo de reeducação alimentar, para não engordar novamente.

Gastrectomia vertical

Bastante popular, a gastrectomia vertical é bem mais invasiva e um dos procedimentos que mais traz riscos ao paciente, pois remove uma parte significativa do estômago. Assim, o tamanho é reduzido, assim como a sua capacidade de receber os alimentos.

Porém, o paciente continua absorvendo os nutrientes, desde que ingeridos na quantidade adequada e a perda e manutenção do peso são mais eficientes.

Gastroplastia

A gastroplastia é semelhante ao anterior, mas a diferença é que a gastrectomia corta o estômago, já na gastroplastia o órgão é costurado. Desse modo, a capacidade fica ainda menor, passando de 2 L para cerca de 15 a 30 mL.

Após a perda de peso, os pontos podem ser retirados e o estômago volta a sua capacidade original. Por isso, é importante que o paciente tenha uma reeducação alimentar para não acabar engordando novamente.

Baypass gástrico

O baypass gástrico é quando o estômago é cortado em duas partes, uma maior e outra menor. Assim, parte do intestino, que também é cortado, é ligado ao estômago, formando uma passagem tubular direta.

Plano de saúde cobre cirurgia bariátrica?

Como a cirurgia bariátrica consta no rol de procedimentos obrigatórios da ANS (Agência Na jornal de Saúde Suplementar), o plano de saúde, independentemente da operadora, é obrigado a cobrir. Porém, existem algumas condições que o paciente precisa se encaixar para que consiga realizar a cirurgia, pensando que o objetivo da cirurgia não poderá ser estético.

Tipos de cirurgias bariátricas cobertas pelo plano de saúde

As cirurgias contempladas são:

  • Restritiva;
  • Gastroplastia vertical bandada;
  • Gastroplastia vertical sem derivação;
  • Gastroplastia vertical com banda;
  • Cirurgia de Mason.

Além disso, o plano também deverá cobrir a retirada do excesso de pele (abdominoplastia), mas é preciso:

  • Ter “abdome em avental” após passar por uma cirurgia bariátrica ou tratamento clínico e perder muito peso;
  • Ter complicações, como infecções bacterianas devido o atrito, quadros de candidíase de repetição, hérnias ou cheiros desagradáveis.

Quais os critérios para fazer cirurgia bariátrica?

Para a cobertura do plano de saúde, o beneficiário deve preencher todos os requisitos a seguir:

  • Ter entre 18 e 65 anos;
  • Tratamento clínico realizado por pelo menos 2 anos sem resultados satisfatórios;
  • Apresentar quadro de obesidade mórbida há mais de 5 anos.

Além disso, precisa ter um destes critérios:

  • IMC entre 35kg/m² e 39,9kg/m² com ou sem co-morbidades, ou seja, outras doenças como diabetes, hipertensão, doenças coronarianas etc;
  • IMC entre 40kg/m² e 50kg/m² com ou sem co-morbidades.

No entanto, se o paciente apresentar uma das características abaixo, o plano não irá cobrir a cirurgia:

  • IMC acima de 50kg/m²;
  • Problemas psiquiátricos, quadros psicóticos e demenciais sendo considerados graves ou moderados;
  • Ter utilizado álcool ou drogas ilícitas nos últimos 5 anos;
  • Comer doces em excesso.

Qual a carência para fazer cirurgia bariátrica pelo plano?

Acontece que, se você adquirir um plano já com obesidade mórbida, geralmente é necessário esperar 2 anos para fazer a cirurgia. Isso porque é considerada uma doença preexistente, assim, entra na cobertura parcial temporária (CPT).

Mas, caso tenha desenvolvido obesidade após adquirir o plano, a carência será apenas de 180 dias.

Em todo caso, é preciso preencher os critérios exigidos e ter um laudo médico justificando a necessidade da cirurgia.

Como fazer a cirurgia bariátrica pelo plano de saúde?

Para solicitar a cirurgia bariátrica pelo plano é necessário marcar uma avaliação com o cirurgião bariátrico, o qual fará uma análise da sua situação e decidir se realmente o procedimento é o recomendado é qual o melhor método.

Se o profissional aprovar, então começa a ser realizado uma série de exames além de consultas com outros especialistas, como nutricionista, psicólogo, endocrinologista e cardiologista.

 

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