Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde 2019 do IBGE, 28% da população brasileira, ou seja, 59,7 milhões de pessoas possuem plano de saúde. Mas saber escolher um plano de saúde nem sempre é fácil, ainda mais com tantas opções no mercado.

No entanto, é possível escolher um bom plano de saúde e que ainda cabe no seu bolso. Atualmente, as operadoras oferecem opções com ótimo custo-benefício.

Sendo assim, para te ajudar, nesse post vamos te dar algumas dicas de como escolher um plano de saúde que seja acessível para você e, ainda, consiga suprir as suas necessidades.

Avalie a reputação da operadora

Não adianta você levar em consideração todos esses pontos que iremos falar se a operadora tiver uma reputação baixa. Seja através do ranking de operadoras no site da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), no site Reclame Aqui e nos comentários do Google, veja o que as pessoas estão falando sobre os serviços dessa empresa.

Você vai entender melhor sobre a qualidade, acompanhar possíveis casos de suspensão e processos de falência e ver experiências de usuários. Assim, vai conseguir decidir qual operadora escolher.

Escolha o tipo de contratação

O segundo ponto que deve observar ao escolher um plano de saúde é qual o tipo de contratação você está buscando. Existem três modalidades:

  • Individual ou familiar: você quem procura a operadora para contratar o plano
  • Coletivo por adesão: sua associação profissional ou sindicato oferece o plano
  • Coletivo empresarial: sua empresa oferece o plano

O ponto aqui é que, geralmente, os planos coletivos, tanto por adesão quanto empresarial, acabam saindo mais em conta. Além disso, se você é MEI (Micro Empreendedor individual) você entra na categoria de plano empresarial, reduzindo de forma considerável os custos.

Defina a abrangência do atendimento

Os planos de saúde podem abranger diferentes áreas, ou seja, podem ser estaduais ou nacionais. Sendo assim, se você ou algum membro da sua família viaja muito, é mais interessante contratar os planos que cobrem todo o país ou pelo menos os estados que frequentemente visita.

No entanto, se você quer algo mais acessível e viajar não é algo constante para você, os planos regionais são a melhor opção.

Observe com atenção as coberturas

A cobertura diz respeito quais os tipos de serviços que você terá direito ao contratar um plano de saúde. Por isso, é preciso estar atento e saber quais as coberturas disponíveis.

Os planos, independentemente da operadora, trabalham basicamente com cinco tipos de cobertura:

  • Ambulatorial: cobre apenas consultas, exames e terapias
  • Hospitalar com ou sem obstetrícia: cobre apenas internações em hospitais (com ou sem direito a parto)
  • Ambulatorial + hospitalar com ou sem obstetrícia: cobre consultas, exames, terapias e internações (com ou sem direito a parto)
  • Odontológico: cobre apenas assistência odontológica
  • Referência: cobre consultas, exames, terapias, internações e parto (a cobertura total é válida 24 horas depois da adesão, sem carência)

Evidentemente, o plano com cobertura referência é o melhor, no entanto, também é o mais caro. Sendo assim, o mais indicado é contratar pelo menos a cobertura Ambulatorial e Hospitalar, mas se planejar ter filhos, a Obstetrícia torna-se essencial.

Escolha a acomodação

 

As acomodações se referem a onde você irá ficar em caso de internação. Existem dois tipos:

Acomodação coletiva: é a enfermaria, onde ficam entre 2 a 3 leitos com pessoas do mesmo sexo, sendo que é permitido um acompanhante do mesmo sexo.

Acomodação individual: quartos/apartamento individuais, com maior conforto e privacidade, sendo permitido um acompanhante de qualquer sexo e idade.

Para saber qual escolher, veja esse post!

Analise a rede credenciada

Outra dica, antes de escolher qual plano você irá contratar é analisar toda a rede credenciada, ou seja, descobrir quais hospitais, laboratórios, clínicas e médicos poderão te atender.

Sendo assim, cabe a você avaliar se os prestadores de serviço te agradam e se eles são referência em sua cidade. Afinal, não adianta ter uma rede ampla se ela não for de qualidade.

Por isso, escolha planos que ofereçam hospitais e profissionais de saúde bem avaliados.

Veja qual é o período de carência

Os planos de saúde podem instituir prazos de carência para a liberação dos serviços prestados da seguinte forma:

  • 24 horas para urgências e emergências;
  • 180 dias para demais coberturas;
  • 300 dias para partos a termo (gestações com mais de 37 semanas).

Mas, atenção! Se você já possui um convênio e deseja trocar de plano, saiba que isso é possível sem precisar cumprir um novo período de carência. No site da ANS mostra como ocorre e quais as condições para isso acontecer.

Leia e preencha a proposta de adesão com atenção

Não assine antes de ler cuidadosamente toda a proposta, conferindo se todas as condições do documento se encaixam com aquelas que você contratou, e esclarecer todas as suas dúvidas.

Além disso, no ato da contratação é necessário preencher uma Declaração de Saúde. Assim, seja honesto quanto ao seu estado de saúde e, se necessário, procure a orientação de um médico.

Não se esqueça dos reajustes

Todos os planos de saúde, independentemente da operadora, passam por ajustes anuais e aumento por mudança de faixa etária (quanto maior a idade, maior o valor do plano)

Anualmente a ANS divulga o percentual de reajuste para planos individuais e familiares. Em relação aos planos coletivos e empresariais, os reajustes ocorrem segundo as condições da operadora e acordos com empresários.

Portanto, não se assuste ao ver seu plano de saúde aumentando cada vez mais.

 

Até que escolher um plano de saúde não é nenhum bicho de sete cabeças, não é mesmo?

 

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