Embora seja normal esquecermos onde estacionamos o carro ou onde está a carteira, devemos dar bastante importância à memória. Geralmente, os problemas começam a partir dos 60 anos, porém algumas pesquisas recentes já mostram que aos 45 anos já ocorre uma queda da cognição.

No entanto, existem alguns truques e hábitos que atrasam o declínio cognitivo e, assim, permitem manter a mente saudável e sempre ativa por mais tempo.

1. Associe o que quer lembrar a uma imagem

Essa técnica é bem simples, basta associar a informação a alguma imagem, isso porque o cérebro lida melhor com figuras do que com as informações que são abstratas, mas isso exige treino.

Sendo assim, é necessário criar uma representação forte e detalhada na mente, de modo que você consiga lembrar o elemento.

2. Estoque em diferentes lugares no cérebro

Não basta associar a informação às imagens, é necessário que busque um espaço para acomodá-la. Mas, como assim?

As imagens criadas devem estar ligadas a algum lugar que a pessoa frequente ou já tenha frequentado, como a casa dos avós, um restaurante favorito etc. Assim, as informações ficam mais acessíveis, pois estarão acomodadas em um determinado espaço.

Ainda, separe pontos específicos do ambiente, como um sofá, a porta dos fundos, a janela, criando todo uma cena imaginária para aquilo que se deseja lembrar e, quando quiser acessar este arquivo, você saberá o caminho que deve percorrer.

3. Durma bem

Durante o sono ocorre um processo de desintoxicação da mente, isso porque quando descansamos ocorre maior fluidez para as trocas das substâncias que foram geradas durante o dia.

Além disso, os neurônios sofrem uma reorganização, sendo que é a conexão entre eles que é responsável pelo processamento de determinadas informações.

Tanto a qualidade quanto a quantidade de sono são extremamente importantes para a consolidação da memória, isso porque é um estado no qual as interferências externas estão reduzidas.

Com isso, priorize o seu sono para preservar a sua saúde mental e conseguir ampliar as suas funções cognitivas, principalmente a memória.

4. Exercite a mente

Seja através de palavras cruzadas, Sudoku, jogos estratégicos ou aprendendo um novo idioma ou curso, exercite o seu cérebro para que ele se mantenha sempre ativo. Aposte também em aplicativos que foram desenvolvidos especialmente para isso, como o Memrise, Fit-brain e Lumosity.

Quanto mais precisar de usá-lo, mais ágil será. Caso contrário, ele fica preguiçoso e devagar para processar as informações. Sendo assim, escolha aquilo que te agrada mais e comece já.

5. Exercite o corpo

O hábito de praticar exercícios de forma regular é importante para a saúde como um todo, principalmente quando falamos do cérebro. Isso porque quando fazemos atividades físicas, seja musculação, correr, andar de bicicleta etc, ocorre aumento do fluxo sanguíneo de todo o corpo, inclusive do cérebro.

Assim, mais nutrientes e oxigênio estão disponíveis para as células neurais e, consequentemente, ocorre ampliação da memória e aumento da velocidade de processamento de informações, além de outros ganhos para a função cognitiva.

6. Se alimente bem

A forma como se alimenta irá influenciar não apenas na sua saúde geral, mas também na saúde mental. Você sabia que existem alimentos que nutrem o cérebro? São exemplos o salmão, cogumelos, cacau, aveia, nozes, banana e muitos outros.

Alimentos como estes são capazes de eliminar toxinas que danificam os neurônios, aumentar o fluxo sanguíneo cerebral e até mesmo estimular a produção de neurotransmissores.

7. Seja sociável

Evitar o isolamento é fundamental para manter uma mente ativa, principalmente na velhice. Fazer trabalhos voluntários, adotar um cachorro ou se juntar a um grupo de estudos é um bom começo para criar relações.

Além disso, estudos já comprovam que pessoas mais sociáveis têm desempenho cognitivo melhor em relação àquelas que são solitárias, devido a troca de experiências e emoções que promovem mais plenitude e bem-estar para o dia a dia.

8. Cultive o bom humor

Pesquisadores descobriram que além da má qualidade de sono, um humor deprimido também pode afetar a memória de trabalho, que é aquela que armazena e gerencia temporariamente informações necessárias para tarefas imediatas (curta duração).

Enquanto a idade influencia o aspecto “qualitativo” da memória de trabalho (menos exata é a memória com o avançar da idade), o humor está associado com o “quantitativo”, ou seja, tem menos chance de se lembrar de um evento.

 

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